Estudante de Medicina é preso após atropelar e matar idoso de 85 anos em Cuiabá

Um estudante de Medicina de 20 anos foi preso após atropelar e matar um idoso de 85 anos na tarde dessa sexta-feira (2/10), em Cuiabá (MT). O acidente aconteceu por volta das 14h, e a vítima, Valdemir Ernesto dos Santos, morreu dentro da ambulância durante o trajeto para o hospital.

O estudante foi identificado como Eduardo Henrique de Carvalho. Segundo o boletim de ocorrência, ele passou por dois testes do bafômetro, e os dois registraram 0,51 mg/L de álcool por litro de ar expelido.

O valor ultrapassa o limite de 0,34 mg/L previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Ou seja, aquela combinação que nunca deveria existir — volante e álcool — mais uma vez terminou em uma tragédia.

Câmeras registraram o atropelamento

Câmeras de segurança registraram o momento em que Valdemir atravessava a rua lentamente, utilizando uma bengala como apoio.

Nas imagens, uma motocicleta chega a parar para permitir a passagem do idoso. Eduardo, porém, segue na mesma velocidade e acaba atingindo Valdemir e também o motociclista.

O homem que pilotava a moto consegue se levantar imediatamente após a colisão.

Valdemir, por outro lado, é arremessado contra o meio-fio e permanece caído no local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para prestar socorro. O idoso, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda durante o caminho para o hospital.

Testes apontaram ingestão de álcool

De acordo com o boletim de ocorrência, Eduardo foi submetido a dois testes do bafômetro.

Nos dois exames, o resultado foi de 0,51 mg/L de álcool por litro de ar expelido, enquanto o limite de 0,34 mg/L está previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

O estudante foi preso após o atropelamento que resultou na morte de Valdemir Ernesto dos Santos.

Uma vida foi perdida durante uma travessia de rua e outra trajetória agora também será profundamente afetada por uma decisão que, segundo os registros apresentados no caso, envolveu álcool e direção. No trânsito, infelizmente, algumas escolhas não permitem botão de “desfazer”.

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