Estudante de Direito investigada por golpes vai para prisão domiciliar — porque não tinha vaga no presídio

A estudante de Direito Lilia Grazielly Correia da Silva, investigada por supostamente se passar por funcionária de banco para aplicar golpes financeiros, cumprirá prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, em Tangará da Serra (MT).

A decisão foi tomada pela Justiça diante da falta de vagas no sistema prisional feminino do estado.

Sim, você leu certo: a prisão preventiva foi mantida, mas a estudante vai cumprir a medida em casa porque o sistema prisional não tinha espaço disponível. A burocracia brasileira realmente gosta de adicionar uma reviravolta extra.

O g1 informou que tenta localizar a defesa de Lilia.

A reportagem também procurou a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) para esclarecer a situação das unidades destinadas às mulheres em Mato Grosso, mas não recebeu resposta até a última atualização.

Defesa entrou com habeas corpus e questionou a prisão

Inicialmente, os advogados de Lilia apresentaram um habeas corpus, alegando que não existiam fatos novos que justificassem a manutenção da prisão preventiva.

A defesa também afirmou que a investigada estaria sendo mantida presa em condições incompatíveis com a dignidade humana.

Durante a análise do pedido, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva, mas determinou que ela fosse cumprida integralmente em regime domiciliar.

Ou seja: a prisão continua valendo. Só mudou o endereço.

Monitoramento eletrônico e outras restrições foram determinadas

Além do uso de monitoramento eletrônico, a decisão estabeleceu outras medidas cautelares para Lilia.

Entre elas estão:

  • proibição de contato com partes e testemunhas do processo;
  • comparecimento aos atos processuais;
  • fiscalização periódica.

A estudante deverá cumprir as determinações enquanto a investigação e o processo seguem.

Relembre o caso

Lilia e o namorado, que não teve a identidade revelada, foram presos em flagrante em dezembro de 2025, em Tangará da Serra.

Segundo a investigação, os dois se passavam por representantes de bancos para aplicar golpes financeiros.

Antes da prisão, a Polícia Civil foi até a residência do casal para cumprir mandados de busca e apreensão.

Durante a operação, foram encontrados:

  • seis celulares;
  • um notebook;
  • mais de nove chips de telefonia;
  • uma quantia em dinheiro.

A investigação ganhou novos elementos depois que os policiais analisaram o conteúdo dos aparelhos apreendidos.

Mensagens teriam revelado como os golpes funcionavam

Segundo a Polícia Civil, as mensagens encontradas nos celulares indicavam que o casal enganava as vítimas para conseguir acesso às contas bancárias.

Os suspeitos também enviavam links falsos, nos quais se apresentavam como agentes de um suposto programa de recompensas por pontos.

A estratégia, de acordo com a investigação, era convencer as vítimas de que estavam recebendo algum benefício enquanto, na realidade, os criminosos buscavam obter acesso às informações bancárias.

E aparentemente o golpe vinha com direito a roteiro completo, link falso e abordagem personalizada.

Últimas mensagens foram enviadas poucas horas antes da operação

Ainda conforme a Polícia Civil, as últimas mensagens enviadas pelos suspeitos ocorreram poucas horas antes da chegada da equipe policial ao imóvel.

Com as evidências encontradas durante a operação, Lilia e o namorado foram presos em flagrante pelo crime de estelionato qualificado.

Agora, Lilia cumprirá a prisão preventiva em casa, com monitoramento eletrônico e outras medidas cautelares, enquanto o caso continua sendo investigado.

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