As bolsas de mestrado e doutorado terão aumento de 40%, enquanto as de pós-doutorado subirão 25%. Outras modalidades também terão reajustes.
Depois de 10 anos sem reajuste nas bolsas de mestrado e doutorado, o governo federal oficializou novos valores para bolsas de pesquisa. Os aumentos variam de 25% a 200%, contemplando bolsas de graduação, pós-graduação, iniciação científica e Bolsa Permanência.
Segundo o governo, os novos valores passam a vigorar a partir de março.
Ou seja: depois de uma década esperando, a pesquisa científica finalmente recebeu uma atualização — porque aparentemente até bolsa acadêmica precisava passar por um “recalculando a rota”.
Mestrado e doutorado terão aumento de 40%
As bolsas de mestrado e doutorado, que estavam há 10 anos sem reajuste, terão aumento de 40%.
No mestrado, o valor passa de R$ 1,5 mil para R$ 2,1 mil.
Já no doutorado, a bolsa sobe de R$ 2,2 mil para R$ 3,1 mil.
Para quem vive a rotina de pesquisa, qualquer reajuste faz diferença. Afinal, produzir conhecimento é ótimo, mas pagar as contas continua sendo uma atividade paralela bastante necessária.
As bolsas de pós-doutorado também terão aumento, mas de 25%. Nesse caso, o valor passa de R$ 4,1 mil para R$ 5,2 mil.
Capes e CNPq terão novos valores
Os reajustes valem tanto para as bolsas pagas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação (MEC), quanto para aquelas oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
Ou seja, não estamos falando de uma mudança limitada a uma única instituição. Os novos valores alcançam bolsas vinculadas aos dois órgãos.
Governo também promete recompor número de bolsas
Além de aumentar os valores, o governo também anunciou a recomposição da quantidade de bolsas oferecidas.
No caso do mestrado, por exemplo, havia 58,6 mil bolsas em 2015. Em 2022, esse número caiu para 48,7 mil, uma redução de cerca de 17%.
Agora, a estimativa é chegar a 53,6 mil bolsas nessa modalidade.
Ainda não é o mesmo número de 2015, mas representa uma recuperação em relação ao cenário de 2022.
Reajustes representam R$ 2,38 bilhões em recursos
Os reajustes das bolsas de pesquisa representam um investimento de R$ 2,38 bilhões em recursos destinados ao MEC e ao MCTI.
Durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto para anunciar as mudanças, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os recursos destinados ao atendimento das necessidades da população devem ser considerados investimentos e destacou a importância da educação e da produção de conhecimento.
Segundo ele, a intenção é que o país avance na produção e exportação de conhecimento.
Iniciação científica também terá reajuste
E não são apenas os estudantes de pós-graduação que entram nessa atualização.
As bolsas de iniciação científica para alunos do Ensino Médio terão um reajuste de 200%, passando de R$ 100 para R$ 300.
Ao todo, serão 53 mil bolsas destinadas a estimular jovens estudantes a se dedicarem à pesquisa e à produção científica.
A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, destacou que bolsistas de iniciação científica têm mais chances de concluir a pós-graduação.
Ou seja, começar cedo na pesquisa pode abrir caminho para continuar estudando depois — quem diria que aquele projeto de iniciação científica poderia render uma continuação da saga acadêmica?
Bolsas para formação de professores também sobem
As bolsas destinadas à formação de professores da educação básica terão reajustes entre 40% e 75%.
Em 2023, serão 125,7 mil bolsas voltadas à preparação de professores.
A iniciativa é considerada importante para a qualificação dos profissionais que estão em formação e que posteriormente seguirão para a sala de aula.
Os valores dos benefícios variam entre R$ 400 e R$ 1.500, dependendo da modalidade.