Pagar a mensalidade já dói no bolso. Agora, imagine fazer um Pix de mais de R$ 1 mil acreditando que está quitando a faculdade… e descobrir depois que a dívida continua no sistema.
Foi exatamente essa situação que uma estudante da Universidade Estácio de Sá, no polo de Maricá (RJ), afirma ter vivido. O caso foi registrado na polícia e está sendo apurado pela instituição.
Estudante afirma ter pago mais de R$ 1 mil via Pix
Uma aluna da Universidade Estácio de Sá denunciou ter sofrido um prejuízo de R$ 1.011 após realizar um pagamento para uma pessoa que se apresentou como funcionária da secretaria da instituição.
Segundo a estudante, o contato aconteceu por telefone durante o período de renovação da matrícula.
Na ligação, a mulher informou que havia duas mensalidades em atraso e orientou que o pagamento fosse feito rapidamente para evitar problemas na continuidade do curso.
Aquele clássico momento em que você pensa: “vou resolver isso agora e tirar esse boleto da minha vida”. Só que a história tomou outro rumo.
Pagamento foi feito, mas a dívida permaneceu
De acordo com o relato da aluna, a suposta funcionária enviou uma chave Pix e solicitou a transferência no valor de R$ 1.011.
A estudante realizou o pagamento acreditando que estava regularizando sua situação financeira junto à universidade.
No entanto, ao consultar posteriormente seu cadastro, percebeu que as mensalidades continuavam em aberto.
Foi aí que o alerta vermelho acendeu.
Informação sobre possível fraude surgiu durante atendimento
Após identificar o problema, a estudante procurou presencialmente o polo da Estácio em Maricá para entender o que havia acontecido.
Segundo seu relato, durante o atendimento ela foi informada de que a pessoa responsável pelo contato telefônico havia sido demitida da instituição por suspeitas de envolvimento em fraudes.
Diante da situação, a estudante registrou um boletim de ocorrência na 82ª Delegacia de Polícia de Maricá.
Estácio afirma que irá apurar o caso
A reportagem procurou a Universidade Estácio de Sá para obter esclarecimentos sobre o ocorrido.
Entre os questionamentos enviados estavam:
- a confirmação da demissão da ex-funcionária;
- a existência de outras denúncias semelhantes;
- as medidas adotadas para investigar o caso;
- e o atendimento aos estudantes que possam ter sido prejudicados.
Em nota, a Estácio informou que entrará em contato com a estudante para oferecer o suporte necessário, compreender as circunstâncias do caso e apurar todos os detalhes.
A instituição também afirmou que abrirá uma sindicância interna para aprofundar a investigação.
Fica o alerta
Casos como esse reforçam a importância de confirmar qualquer cobrança diretamente pelos canais oficiais da instituição antes de realizar pagamentos, especialmente quando o contato ocorre por telefone, aplicativos de mensagens ou envolve chaves Pix enviadas por terceiros.
Se houver qualquer dúvida sobre boletos, mensalidades ou negociações, o mais seguro é consultar os sistemas oficiais da faculdade ou entrar em contato diretamente com a secretaria da unidade.
Afinal, boleto já tira o sono por conta própria. Não precisa deixar golpista entrar nessa matéria também.