Se você ainda acha que matemática só serve pra passar raiva em prova, respira fundo e segue o fio: 44 alunos da rede municipal do Rio acabam de embarcar para Orlando, nos Estados Unidos, numa viagem que mistura Disney, Nasa e muito orgulho. Sim, isso mesmo. Eles conquistaram a façanha graças ao desempenho de respeito na Olimpíada Carioca de Matemática (OCM) 2025.
E antes que alguém pergunte: não, não foi sorte. Foi estudo mesmo.
Na manhã deste sábado (17/01), os estudantes deram tchauzinho pro Brasil rumo a uma experiência que une diversão e ciência — porque ninguém é de ferro, mas também ninguém vive só de montanha-russa. Essa é a quarta turma da rede municipal a conquistar a premiação, mostrando que talento não escolhe CEP.
Kit viagem nível “mãe prevenindo tudo”
Cada aluno recebeu um kit completo de viagem, porque organização também é ciência. O pacote inclui roupas térmicas, camisetas, casacos, meias, tênis, luvas, gorro, mala, mochila e até garrafinha.
E atenção ao detalhe importante: as meninas também receberam absorventes, doados pelo programa Livres para Estudar. Sim, planejamento é tudo — inclusive fora da sala de aula.
Olimpíada que abre portas (de verdade)
Para o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, a OCM vai muito além de medalha bonita:
“Nossos jovens têm um potencial único, e nosso trabalho diário é garantir oportunidades para que cada um se descubra e se supere. A Olimpíada não apenas desafia os alunos a ir além, mas abre portas para o futuro.”
E não é papo motivacional vazio: o próprio secretário já foi medalhista em olimpíadas de matemática quando jovem. Ou seja, ele sabe bem do que está falando.
O que é essa tal de OCM?
Criada em 2021, a Olimpíada Carioca de Matemática é uma iniciativa inédita nas redes públicas do Brasil. Ela é organizada pela Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa).
O objetivo? Engajar alunos do 2º ao 9º ano do Ensino Fundamental, estimular o aprendizado em matemática, identificar talentos e promover uma competição saudável (sem drama, sem rivalidade tóxica).
Em cinco edições, os números impressionam:
- 264 estudantes premiados com viagens
- Mais de 1,6 milhão de inscrições
Nada mal pra quem ainda acha que matemática “não leva a lugar nenhum”, né?
Sonho que virou realidade (com direito a Mickey)
Para muitos alunos, a viagem é literalmente um sonho. É o caso de Laura Lima de Oliveira, de 12 anos, moradora da comunidade Ponto Chic, em Padre Miguel. Desde o início do ano passado, ela já se imaginava ganhando medalha — e conseguiu.
“Estou com uma expectativa bem alta. Sempre estudei muito, e essa dedicação me aproximou da matemática. Espero me divertir, conhecer outras culturas e viver momentos incríveis com meus amigos.”
Laura estuda na Escola Municipal Roberto Simonsen, a mesma onde seus pais também estudaram. Sim, a matemática unindo gerações.
Repetente? Só se for de viagem internacional
Já Miguel Rogério, de 13 anos, não é novato nessa história. Aluno da Escola Municipal José do Patrocínio, em Irajá, ele embarca pela segunda vez. Em 2025, Miguel foi 1º colocado no estado do Rio e 71º no ranking nacional da OBMEP. O sonho? Ser engenheiro.
“Estou ansioso para explorar os brinquedos que não consegui no ano passado por causa das filas. A matemática sempre foi minha matéria favorita e espero que essa experiência inspire ainda mais meus estudos.”
Miguel mora no Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho — prova viva de que talento não tem endereço fixo.
Moral da história? Estudar compensa. E muito. Às vezes, compensa até com viagem internacional, Disney e visita à Nasa no pacote. Quem diria que resolver equações podia levar tão longe, né? 😏📐✨