Então você acha que ser juiz federal é só por a toga e dar sentença? Achei fofo. Vamos conversar um pouco sobre o concurso que seleciona os futuros donos da toga – spoiler: é mais difícil do que convencer sua avó de que você não vai passar em nenhuma matéria no semestre.
O Tamanho do Bicho
No dia 19 de janeiro de 2025, o TRF-3 aplicou a prova preliminar do seu 21º concurso para juiz federal substituto. E, claro, a galera já se preparou para esse momento com todo o glamour de quem está dando o primeiro passo em direção ao estrelato jurídico. Eles são os 300 sortudos que vão continuar na luta até a segunda etapa. Até aí, você deve estar pensando: “Ah, são só 300, tranquilo.” Aham, senta lá.
O Concurso Brasileiro: O Melhor do Mundo (ou Não)
Você sabia que o Brasil é praticamente a capital mundial dos concursos públicos? Pois é, os concursos têm até uma base constitucional (artigo 37, II) para garantir que todo mundo tenha uma chance de sofrer em tempo real. E, entre todas as opções – de auxiliar geral a engenheiro – os concursos das carreiras jurídicas são, claro, o rolê dos sonhos de todo estudante de Direito. E entre os mais difíceis? O de juiz federal. Ele é basicamente o campeonato mundial de sofrimento. Não é à toa que o processo tem até seis etapas, e você tem que se manter de pé e vivíssimo após cada uma delas.
O Drama do TRF-3
Falando especificamente do TRF-3, a prova foi um verdadeiro “maratona de horrores”. Foram 1.625 candidatos (ou seja, se você achou que sua turma estava difícil, imagine esse montão de gente), todos já tendo passado pela prova ENAM, como se a vida deles não fosse difícil o suficiente.
A prova, com 100 questões, é tipo um joguinho de perguntas e respostas, só que com um cronômetro de pressão psicótica. Em cada uma das três partes, você tem que mostrar que sabe mais do que o manual do “Direito para Dummies” – e tudo isso com o relógio te pressionando.
O que foi Cobrado?
Deu pra perceber que o conteúdo é beeeeeem extenso. Tipo, se você achava que a prova de história da sua faculdade era difícil, foi porque você nunca pegou uma prova de concurso para juiz. Desde Direito Constitucional até Direito Ambiental, passando por Direito Penal e Processual Penal, o candidato tem que saber mais do que o próprio Código Penal. Em detalhes.
E não adianta só ler a teoria, porque a jurisprudência também aparece, e se você não souber o que o STF decidiu em 2001, pode esquecer a vaga. A prova é pura ação, e aqui você tem que saber de tudo e mais um pouco. Como por exemplo, aquela questão sobre o FIES que tinha até página e meia. Ninguém quer que você seja rápido só no raciocínio, mas também no tempo.
E A Pressão? Ah, A Pressão
Quem já fez alguma prova importante, sabe o terror de ficar vendo o tempo correr e o desespero bater. No concurso do TRF-3, você tem 5 horas (300 minutos) para responder 100 questões, ou seja, 35 segundos por questão – e lembre-se, não é para pensar sobre a vida, é para responder, e rápido. Se você parar para respirar, se alimentar ou até dar uma olhadinha no celular (é, estamos de olho), aí que a pressão aumenta, e o tempo diminui. Boa sorte!
Estatísticas Curiosas
No quesito “lei seca”, que é quando você decora as leis como se não houvesse amanhã, 60% das questões exigem isso. E se você não souber o que o STF decidiu sobre algum tema em 2015? Não se preocupe, você vai aprender da maneira mais dolorosa possível, porque 25% das questões falam de jurisprudência.
E se você acha que tinha problemas com redação, imagine só ter que escrever tudo à mão depois de 100 questões de múltipla escolha. Não é só ser bom de conteúdo, você precisa de velocidade, concentração e um coração que aguenta pressão.
Em Resumo
A conclusão é simples: se você tem a sanidade mental necessária para lidar com tudo isso e ainda achar que ser juiz federal vale a pena, então parabéns, você é a definição de determinação. O caminho até a cadeira é longo – 5 a 10 anos de preparação. E muitos, muitos tropeços pelo caminho. Quem chega lá não é só por ser bom, é porque sabe, com cada erro, que precisa melhorar. O concurso para juiz federal é o “Monte Everest” dos concursos. E acredite, nem todo mundo chega ao topo.
Então, se você ainda está em dúvida, lembre-se: ser juiz federal é o prêmio para quem não desiste, por mais que a caminhada pareça um eterno pesadelo de noites mal dormidas. Mas calma, quem disse que a vida de juiz não tem suas recompensas?