Dia das Mulheres: a academia é delas — sempre foi, só faltava você perceber

O Dia das Mulheres, celebrado em 8 de março, vive aparecendo nas timelines com frases bonitas sobre reinvenção, protagonismo e ocupar espaços. E sim, spoiler: qualquer lugar também é nosso — inclusive (e principalmente) a academia.

Mesmo com muitas barreiras ainda precisando ser derrubadas (infelizmente), inúmeras mulheres já fizeram história no meio acadêmico, deixando contribuições gigantescas em diferentes áreas de pesquisa e atuação.

E é exatamente disso que este artigo trata: mulheres que provaram, com fatos e ciência, que a universidade nunca foi território exclusivo de ninguém.


Principais mulheres pesquisadoras

Se alguém ainda acha que mulher não domina o espaço acadêmico, os dados já dão aquele tapa elegante: segundo o Censo Escolar de 2018, 80% dos docentes da educação básica no Brasil eram mulheres. Seja ensinando, pesquisando ou revolucionando áreas inteiras do conhecimento, elas sempre estiveram lá.

Agora, vamos às protagonistas.


Sabrina Spielrein

Nascida em 1885, Sabrina foi uma das primeiras psicanalistas do mundo e também uma das pioneiras nas pesquisas sobre a infância. Em 1923, criou a primeira creche em Moscou, onde a psicanálise era aplicada de forma integral, incluindo conceitos de amadurecimento crítico e analítico das crianças.

Basicamente: ela estava pensando em educação infantil de forma científica quando isso nem era pauta.


Rosalind Franklin

Rosalind nasceu em 1920, se formou em Ciências da Natureza e virou PhD em pesquisas sobre carvão — algo extremamente relevante durante a Revolução Industrial e a Segunda Guerra Mundial.

Durante esses estudos, ela analisou estruturas moleculares que foram fundamentais para a descoberta da estrutura do DNA. Sim, aquela mesma descoberta que mudou a biologia para sempre.


Marie Curie

Marie nasceu em 1867, na Polônia, e dedicou a vida à física e à química. Foi responsável por pesquisas pioneiras sobre radioatividade e, como se não bastasse, foi a primeira pessoa da história a ganhar dois prêmios Nobel.

Um em Física, por suas pesquisas sobre radioatividade, e outro em Química, ao descobrir dois novos elementos químicos que completaram a tabela periódica. Lenda viva (e científica).


Emília Ferreiro

Psicóloga e pedagoga, Emília foi responsável por desvendar mecanismos essenciais para a alfabetização infantil. Nos anos 90, suas pesquisas influenciaram diretamente a forma como o ensino básico passou a ser estruturado no Brasil.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), inclusive, foram inspirados em seus estudos. Ou seja: se você aprendeu a ler de um jeito mais inteligente, provavelmente passou por ela.


Johanna Döbereiner

Cientista e engenheira agrônoma brasileira, Johanna foi a primeira pessoa a estudar a biologia do solo. Suas pesquisas revolucionaram o cultivo da soja, tornando o processo mais racional e reduzindo o uso excessivo de nitrogênio.

Foi membro de três academias de ciência e publicou mais de 350 artigos científicos. Produtividade? Temos.


Katalin Karikó

A cientista húngara Katalin Karikó teve um papel decisivo no combate à pandemia da COVID-19. A tecnologia desenvolvida por ela, baseada no RNA mensageiro, permitiu a criação da primeira vacina de RNA aprovada no mundo — a famosa vacina da Pfizer/BioNTech.

Sim, quando o mundo parou, ela ajudou a fazer ele voltar a girar.


Conclusão

E aí, você já conhecia alguma dessas pesquisadoras ou só agora caiu a ficha de que a academia sempre foi espaço feminino também?

Neste Dia das Mulheres, vale lembrar: toda trajetória acadêmica começa pela educação. Fazer o curso dos sonhos, pesquisar, ensinar e transformar realidades é possível — e cada vez mais acessível.

Quem sabe o próximo nome dessa lista não seja o seu?

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