Parabéns, guerreiro(a)! Você sobreviveu a provas surpresa, TCC com orientador sumido e professor que acha que você só tem aquela matéria na vida. Diploma na mão, pose pra foto, festa, champanhe barato… mas e depois?
Calma, respira. Se você achou que a parte difícil era se formar, prepare-se: agora começa o modo hard da vida adulta. Mas, como sempre, vou te dar o mapa da sobrevivência. Se liga nos 7 caminhos possíveis depois da formatura:
1. Entrar no mercado de trabalho (a.k.a. ser explorado legalmente)
Primeiro choque: você vai descobrir que “sem experiência” é o jeitinho fofo do RH dizer “não vamos te chamar”. Mas não pira. O rolê é:
- Descobre o que você quer da vida (ou pelo menos finge que sabe).
- Faz networking (traduzindo: adiciona geral no LinkedIn e tenta não parecer desesperado).
- Currículo sem “curso de Word em 2010” — seja direto e real.
- Treina pra entrevista sem gaguejar quando perguntarem: “onde você se vê em 5 anos?”.
Spoiler: provavelmente em outro emprego.
2. Pós-graduação: o famoso “mais um boleto”
Se você gosta de estudar (ou só quer adiar enfrentar o mercado), bem-vindo à terra da pós. Aqui você vira o rei/reininha da sua área. Exemplo: fez ADM? Mete um Gestão de Projetos e começa a falar “Scrum”, “Kanban” e “stakeholder” como se fosse segunda língua.
Bônus: aumenta sua chance de ganhar mais — ou pelo menos de colocar “especialista” na bio do Insta.
3. Concurso público: estabilidade + cafezinho grátis
Esse é pra quem sonha com o combo: salário fixo, férias programadas e o terror da palavra “demissão”. A jornada: estudar até o cérebro fritar, decorar leis que mudam todo mês e enfrentar provas que parecem feitas pelo capeta.
Mas ó: passar num concurso significa entrar pro seleto grupo que pode falar “sou concursado” em churrasco de família. Respeito instantâneo.
4. Intercâmbio: virar “cidadão do mundo”
Trocar o bar da esquina por um pub londrino ou por um Starbucks no Canadá? Pode ser o upgrade que seu currículo precisa. Você aprende idioma, ganha resiliência e posta foto de casaco na neve.
De quebra, ainda pode voltar dizendo “aqui no Brasil é tudo muito atrasado”.
5. Empreender: virar CEO do seu corre
O sonho: ser dono do próprio negócio. A realidade: boletos, imposto e trabalhar mais que CLT. Mas se rolar, a sensação de gritar “meu negócio, minhas regras” é impagável.
Você aprende a se virar, liderar e inventar moda. Só cuidado pra não virar coach de palco em 3 meses.
6. Mestrado e vida acadêmica: virar lenda na sala de aula
Se sua vibe é pesquisa, teoria e citar autores com nome francês, o mestrado te espera. Você vira referência, pode virar professor, ganhar respeito intelectual e… talvez continuar pobre, mas com estilo.
Bônus: você passa a corrigir artigo alheio no automático e solta “segundo Foucault” em churrasco.
7. Pausa estratégica: o famoso “ano sabático”
Traduzindo: tempo de colocar a vida em ordem, fingir que tá planejando e descansar do estresse da faculdade. É válido! Mas cuidado: um ano de pausa pode virar cinco assistindo série e jogando.
Use esse tempo pra cursos rápidos, networking ou pelo menos pra descobrir o que você não quer.
E aí, qual vai ser o próximo boss?
No fim, diploma é só o ingresso pro próximo rolê. Você pode trabalhar, estudar mais, empreender, passar em concurso ou simplesmente sumir pra refletir na praia. Só não vale deixar o canudo acumulando poeira.
E se a ideia é continuar no modo “upgrade”, a Estácio tem pós-graduações que cabem no seu tempo (e no seu bolso). Porque, no fim das contas, a vida é tipo videogame: você comemora quando zera uma fase, mas já vem outra mais difícil logo em seguida.