Porque, né… em um mercado educacional que não para quieto, ficar parado não é opção.
Após a saída de José Aroldo Alves Júnior, a Yduqs Participações S.A. (BOV:YDUQ3) resolveu fazer aquele ajuste fino na liderança: reestruturou a diretoria, criou duas novas vice-presidências e deixou bem claro o recado — mais governança, decisões mais rápidas e foco total nas operações da Estácio e da Wyden.
A mudança vem em um momento nada tranquilo para o setor educacional, que vive um combo de aquisições, digitalização acelerada e briga feroz por alunos (oi, vestibular eterno). Para dar conta do recado, a Yduqs separou o jogo em duas frentes: Operações Próprias e Operações Parceiras. Tradução livre: cada área com seu responsável, menos confusão e mais eficiência.
Na prática, isso significa alinhar melhor a gestão tanto da rede de campi quanto dos mais de 2.500 polos parceiros, reforçando a estratégia da Yduqs (YDUQ3) de crescer de forma sustentável — sem atropelar o próprio planejamento.
Para comandar as Operações Próprias, entra Adriano Ramos Remor, executivo com nada menos que 35 anos de experiência no setor (currículo de respeito). Já a vice-presidência de Operações Parceiras fica com Rodolfo Guimarães da Silva, que está na companhia desde 2017 e já conhece a casa como poucos. Ou seja: não é revolução total, é continuidade com upgrade.
Segundo a administração da Yduqs, a ideia é simples (pelo menos no discurso): mais foco nas marcas Estácio e Wyden, processos internos menos burocráticos e uma gestão mais ágil. A expectativa? Ganhos de eficiência operacional e expansão mais rápida — aquele famoso “crescer, mas com método”.
No mercado financeiro, o clima foi de “ok, vamos observar”. Na segunda-feira (22/09), as ações da Yduqs (BOV:YDUQ3) fecharam estáveis, cotadas a R$ 13,53, sem variação no dia. Nos últimos 52 semanas, os papéis oscilaram entre R$ 7,85 e R$ 17,80. Como a notícia saiu após o fechamento do pregão, o impacto real deve ser sentido nesta terça-feira (23/09), quando investidores vão analisar se essa dança das cadeiras realmente muda algo nos resultados futuros.
Vale lembrar: a Yduqs é uma das maiores empresas de educação do Brasil, dona de marcas como Estácio e Wyden, com forte atuação no ensino superior presencial e digital. A companhia disputa espaço diretamente com gigantes como Cogna (BOV:COGN3) e Ânima Educação (BOV:ANIM3) — ou seja, ninguém ali está brincando.
No fim das contas, a reestruturação da diretoria da Yduqs (YDUQ3) reforça o esforço da empresa em alinhar estratégia, governança e operação em um setor onde quem pisca perde espaço. Agora, resta acompanhar os próximos capítulos e ver se essa reorganização entrega resultado ou fica só no PowerPoint corporativo.