Síndrome do impostor pós-formatura: parabéns pelo diploma… agora vem a insegurança 😌

Tempo de leitura: 5 minutos
Atualizado em: 18/11/2025

Introdução

Você acabou de colar grau. Foto bonita, família emocionada, diploma na mão. Aí vem a parte dois do jogo: entrar no mercado de trabalho. E junto com ela… aquela insegurança deliciosa.
“Será que eu sei mesmo fazer isso?”
“Como aplica tudo o que aprendi na faculdade?”
“E se descobrirem que eu não sou tão bom assim?”

Calma. Respira. Isso é mais comum do que boleto no fim do mês.

Um certo nível de insegurança é normal quando começamos algo novo. O problema é quando isso cresce, trava sua carreira e faz você achar que é uma fraude profissional ambulante. Sim, estamos falando da síndrome do impostor.

Ela acontece quando o recém-formado acredita que só conseguiu uma vaga por sorte, acaso ou erro do RH — e passa a se autossabotar. Bora entender melhor esse fenômeno e, principalmente, aprender como lidar com ele sem surtar?


O que é a síndrome do impostor?

Antes de tudo: não é uma doença. Apesar do nome dramático, o termo mais correto é fenômeno do impostor. Ou seja, é um padrão de pensamento em que a pessoa simplesmente ignora suas próprias competências.

Esse conceito surgiu em 1978, nos Estados Unidos, pelas psicólogas Pauline Rose Clance e Suzanne Imes. A ideia central é simples (e cruel): a pessoa não reconhece suas conquistas como mérito próprio. Tudo vira “sorte”, “coincidência” ou “alguém errou ao me contratar”.

E não, isso não acontece só com recém-formados. Pode atingir desde quem acabou de sair da faculdade até profissionais super experientes. Spoiler: ninguém está imune.


Como a síndrome do impostor surge?

Ela costuma aparecer quando o profissional começa a sentir uma insegurança exagerada em relação ao próprio desempenho. Aí, com medo de “ser descoberto”, a pessoa evita desafios, oportunidades e visibilidade — tudo o que poderia fazer a carreira avançar.

As causas variam bastante:

  • um erro marcante no estágio;
  • uma apresentação que deu errado na faculdade;
  • comparações constantes com colegas;
  • baixa autoestima.

Mesmo tendo feito uma boa graduação e estudado muito, a pessoa simplesmente não se sente capaz. O famoso “eu não sou suficiente”, mesmo sendo.


Como saber se você está vivendo isso?

Ninguém acorda um dia pensando: “Nossa, hoje estou com síndrome do impostor”. Esse comportamento aparece aos poucos na rotina. Veja alguns sinais clássicos:

Procrastinação

Quem não confia no próprio potencial costuma deixar tudo para depois.
Assim, se algo der errado, a desculpa já está pronta: “foi corrido”, “não deu tempo”, “apareceu outra demanda”.

Tradução: medo de julgamento disfarçado de atraso.


Tarefas inacabadas

Alguns profissionais simplesmente não finalizam projetos.
Por quê? Porque, se não terminar, ninguém pode avaliar. Logo, ninguém pode criticar.

É uma forma silenciosa de se esconder.


Trabalho além da conta

No outro extremo estão os recém-formados que viram workaholics profissionais.
Ficam além do horário, aceitam tudo, fazem hora extra sem piscar e buscam uma perfeição impossível.

Tudo isso para compensar a sensação de “sou uma fraude”.
Resultado? Ansiedade, estresse e saúde mental pedindo socorro.


Medo de avaliações

Avaliação de desempenho? Feedback? Projeto em grupo?
Para quem sofre com a síndrome do impostor, isso é quase um filme de terror.

Por isso, essas pessoas preferem trabalhar sozinhas, evitando qualquer situação em que alguém possa apontar erros.


Permanência na zona de conforto

Aqui o alerta é sério.
A pessoa até vê uma vaga incrível, com tudo a ver com seu perfil… mas não se candidata. Prefere ficar onde está — ganhando menos, estagnado ou até desempregado — do que arriscar e “falhar”.

O medo de assumir responsabilidades trava completamente o crescimento profissional.


O que fazer para lidar com isso?

Vamos combinar uma coisa: você não estudou anos, fez provas, trabalhos e TCC para deixar a insegurança mandar na sua carreira. Então bora agir.

Coloque seus sentimentos para fora

Converse com amigos, familiares ou pessoas de confiança.
Ouvir como os outros enxergam suas qualidades ajuda — e muito — a ajustar essa visão distorcida que você tem de si mesmo.

Às vezes, a gente só precisa de um espelho menos cruel.


Não tenha medo de errar

Erro faz parte. Sempre fez.
Ninguém nasce pronto para o mercado. Aprender com falhas é exatamente o que constrói um bom profissional.

Errar não invalida sua competência. Evitar tentar, sim.


Reflita sobre você mesmo

Pare, respire e faça um exercício de autoconhecimento:

  • quais são seus pontos fortes?
  • onde você precisa melhorar?
  • quais conquistas você já teve?

Entenda que o que deu errado ficou no passado. Se algo precisa ser aprimorado, busque soluções: um curso, um idioma, uma especialização ou até uma pós-graduação.


Procure ajuda profissional

Se nada disso estiver funcionando, buscar apoio psicológico não é fraqueza — é maturidade.
A psicoterapia ajuda a identificar a origem da síndrome do impostor e encontrar caminhos reais para lidar com ela.


Conclusão

A síndrome do impostor é comum entre recém-formados e pode atrapalhar (e muito) o início da vida profissional. Um pouco de insegurança é normal. Agora, deixar o medo controlar suas decisões não é.

Reconhecer o problema é o primeiro passo. Trabalhar suas habilidades, aceitar que errar faz parte e entender que você merece estar onde está é essencial para sair desse ciclo.

Você não é uma fraude. Só está começando.

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