Imagina passar quatro anos estudando, fazendo trabalhos, virando noites e bebendo café (ou energético) para, no final, sua recompensa ser uma mensagem fria no celular:
“Olá, [insira seu nome aqui]! É com muita alegria que queremos compartilhar uma notícia incrível: você oficialmente colou grau!”
Pois é. Os formandos de Jornalismo da Estácio Teresina receberam esse SMS seco, sem emoji, sem confete, sem nada. Uma conquista monumental reduzida ao equivalente digital de um “k” no WhatsApp.
Cadê a cerimônia? Cadê o glamour?
A indignação foi geral. Afinal, a galera passou anos sonhando com aquele momento digno de filme: atravessar o palco, receber o diploma, segurar o choro, ouvir os pais gritando “é minha filha!”, e claro, fingir que entendia o discurso motivacional do paraninfo. Mas não! Em vez disso, receberam uma mensagem digna de notificação de banco.
Universidade responde (mas não convence)
A Estácio se pronunciou dizendo que alguns cursos presenciais, mesmo com quatro anos de duração, não têm solenidade oficial. Nessas situações, a colação de grau é, sim, 100% on-line.
O problema é que os estudantes não compraram essa desculpa. “Se é pra ser online, pelo menos faz um evento no Zoom, chama um mestre de cerimônias, toca uma música triunfal, manda um certificado em PDF animado!”, sugeriu um formando revoltado.
O fim de um sonho (ou quase isso)
A revolta dos alunos é compreensível. Para muitos, a colação de grau é um rito de passagem, um marco de conquista, o momento que separa “acadêmico” de “desempregado com diploma”. Sem a cerimônia, fica um gostinho amargo de “foi só isso?”.
Por enquanto, a galera segue cobrando a Estácio por um mínimo de reconhecimento digno. Afinal, depois de tanto suor e boletos pagos, mereciam pelo menos um “Parabéns, doutor!” de um robô mais animado.