Sabe aquela história inspiradora que dá vontade de sair correndo pra fazer um curso de inglês, um MBA e, de quebra, se candidatar a CEO de uma big tech? Pois é, essa é a vida da Camila Miranda. Aos sete anos, ela já mandava avisar que queria ser diretora de uma empresa. Sem nenhuma referência na família sobre o que era ser “gente grande no corporativo”, a única coisa que ela sabia era: tem que estudar (e muito). E foi exatamente isso que ela fez.
Lá estava ela, na segunda turma do ProUni, rachando os estudos enquanto muita gente ainda nem sabia o que queria da vida. Hoje? Lidera o marketing da Adobe no Brasil. Se isso não é um glow-up profissional, eu não sei o que é. “Educação transforma”, ela diz. E olha, não tem como discordar.
A Diferença Entre Quem Faz e Quem Só Reclama
A dedicação da Camila é aquele tapa na cara que a gente precisa. Enquanto alguns mal conseguem manter o Duolingo por uma semana, ela aprendeu espanhol em três meses só porque precisava falar com um chefe mexicano. Inglês? Todo dia, de manhã e à noite, até dominar o idioma.
E valeu a pena, viu? Hoje ela roda o mundo apresentando eventos em inglês para lideranças gigantes. Tipo aquele momento em que você chega na rodinha de amigos e manda um “Actually, the book is on the table” pra impressionar, só que no caso dela é um evento da Adobe dentro da Levi’s em Nova York, com CEOs da Renner e da C&A assistindo.
Subiu na Vida e Ainda Construíu Pontes
Camila entrou na Adobe atendendo a empresa por meio de uma agência, e não demorou muito para fazer acontecer. Agora, além de liderar eventos internacionais como a NRF e o Adobe Summit (onde dez mil pessoas colam em Las Vegas pra ouvir o que ela tem a dizer), ainda fortalece o marketing e as vendas.
A mulher é tão braba que, em agosto de 2023, foi promovida. No mês seguinte? Estava lá, estudando liderança em Stanford. “Ah, mas eu sou inseguro…” Camila também era. Mas, ao invés de ficar chorando no Twitter, aprendeu a se posicionar e tomou conta do recado.
A Importância do Equilíbrio Entre o Hard e o Soft (Skills, né?)
Nada caiu no colo da Camila. Ela cresceu na periferia de Campinas, veio pra capital estudar na Belas Artes e, do nada, caiu no marketing da Claro. Curtiu tanto que foi se especializar na Unicamp e passou por empresas grandes, tipo Kroton e Sensedia.
O segredo? Saber misturar criatividade e análise de dados. É aquele mix perfeito de “Eu sei criar estratégias fodas” com “Tenho planilhas que provam isso”. Um sonho para qualquer empresa.
Representatividade Importa (E Como!)
Camila não teve referências de líderes negros no início da carreira, então resolveu ser essa referência. Se antes ela era “a única” em vários espaços, hoje ajuda a abrir portas para quem vem depois.
“Minha geração foi a primeira a ter acesso ao ensino superior e chegou em um mundo que não era nosso. Valorizamos porque sabemos como era inacessível”, ela afirma.
E, sim, o mundo corporativo melhorou. Mas ainda tem muito chão até que as empresas sejam realmente diversas. A diferença é que, com líderes como Camila Miranda, esse futuro parece bem mais possível.